quarta-feira, 30 de abril de 2014

OS NEGROS SÃO MEUS AMIGOS, mas nós não somos a porra do macaco, que também, é nosso amigo!


 
          Babacas, oportunistas e o inocente macaco, cuja figura parece nos representar por esses dias, mas que nada tem a ver com as práticas de racismo, aqui ou no famigerado grupo de desavisados perdidos na Espanha, Brasil, Itália e no resto do “ariano” mundo preocupado com sua vida medíocre, preocupado em “brotar” atestado médico para enganar o patrão depois da inconsciente e, quase sempre arrependida noite de orgia, álcool e drogas; ou para criar o discurso sem qualquer fundamento para justificar ao professor a não entrega do trabalho solicitado e pedir nota como se o Mestre fosse seu vassalo! Babacas, também!
          Então, alguém atira uma banana, depois, alguém come a banana e, em seguida, alguém em “solidariedade”, diz que “somos todos macacos”.... então, alguém diz que sou branco, depois, alguém come chantilly e, em seguida, alguém em “solidariedade”, diz que “somos todos neve”. 
          NEVE!!! Sim, como aquela marca de papel higiênico que deveria ser utilizado para limpar os excrementos de quem abre a fedida e fodida boca para, sem qualquer raciocínio, manifestar apoio (sei lá para quem e qual significado), porque alguém famoso, como um jogador de futebol (filósofo e profundo sociólogo) num espasmo de flatulência forçada, assim desejou!
          Ah! Um apresentador de programa brasileiro evidencia a ideia de “bananas” (talvez com o mesmo intuito inconsciente de apoio) e, logo aparecem outros abutres para dizer que a babaquice da evidenciação da “banana” é jogo de marketing! Já era a discussão sobre racismo!

          Puta que o pariu, o “racismo” não é mais o objeto de manifestação ou repugnância, mas de interesses rasteiros e de orgasmos ocorridos em noites embriagadas com qualquer puta, na rua, ou cafofos preparados para o abate de carentes sexuais, - os zumbis da noite!
          Sim, a “presidência da república”, bastante banal, apoiou o fato “bananal”, pedindo “tolerância” para com todos!!! Tolerância já é uma expressão bastante ditatorial, que representa superioridade!  O que as pessoas querem é RESPEITO e NÃO tolerância, mesmo porque elas não “toleram” o desafio diário lançado para avaliar a sua sanidade ou compreensão social! As pessoas não são babacas (pelo menos, não todas). E, algumas são racistas e NÃO macacos!

          Não sou macaco, nem búfalo, tigre, ornitorrinco e nem mãe dos filhos da “pátria”. Neste raciocínio, também não é só o macaco que come banana, mas o bode, o cão, a cabra e alguns seres “Umanos” que avistei, de passagem, nas redes sociais, televisão, jornais e em pichações de banheiros públicos esquecidos juntamente com os projetos governamentais sobre educação e saúde!
          Racistas, violentos e desprezíveis, não respeitam as Culturas, assim, importante salientar que para que os países possam executar planos para tutela dos direitos sociais, a cooperação internacional pode ser vital, respeitando a necessidade de apresentação de relatórios periódicos para esclarecimentos sobre as medidas postas em prática, o que amplia a segurança dos direitos.

          Ademais, muitos são os diálogos, debates e acordos internacionais, que buscam proteger os Estados, na sua economia, cultura, religião. Mas também há uma proteção de interesses escusos que quase sempre interrompem a possibilidade de uma medida efetiva.
          Demais disso, inúmeros são os motivos de violação dos direitos, e um deles está ligado diretamente à violência. Pois ninguém que se tenha dedicado a pensar a história e a política ficou alheio ao gigantesco papel que a violência sempre desempenhou nos negócios humanos, e, num primeiro momento, é espantoso que a violência não tenha sido objeto de consideração especial, sendo ignorada por todos, assim como todas as coisas que são óbvias para todos.[1]

          Insisto que os negros não são macacos, nem os brancos, nem os amarelos, nem os cor-de-rosa, nem os transparentes (alheios à opinião, seja qual for)! Todos são pessoas com direitos e obrigações, outros são racistas, claro, e, assim, na Espanha, o “babaca” deverá ser processado judicialmente; os ofendidos, indenizados; os conscientes serão chamados para testemunhar a Justiça sendo realizada; e o Governo (de quaisquer países do mundo), deverá providenciar chiqueiros abarrotados de bananas, objetos circenses, espelhos, psicólogos e psiquiatras, no desiderato de convencer os sujeitos “bananas” de que não são macacos! E se não obtiverem êxito, os macacos serão legítimos para proporem indenização por danos morais por terem a imagem vinculada aos seres “Umanos”, cuja banana deverá ser guardada em lugar próprio de quem não raciocina minimamente!





[1] ARENDT, Hannah. Sobre a violência. 2ª ed. Tradução André Macedo Duarte. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010, p. 23.

12 comentários:

  1. Não movo uma vírgula sequer de tudo o que você disse. É bem por aí mesmo; eu também NÃO SOU A PORRA DO MACACO que, também é meu amigo. Quero também dizer o quanto sinto vergonha de pertencer a um País no qual, infelizmente, grande parte do seu povo é alienado; ora com os chiliques e ''porralouquices'' de pseudoartistas que nada tem a nos acrescentar; ora com jogador de futebol ''superstar'', mas com uma emissora dominante e manipuladora por trás de todo esse circo em comum. LAMENTÁVEL...

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  2. Qualquer comentário seria um insulto ao texto. Portanto, apenas digo, perfeito!

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  3. Aos legítimos macacos, o meu respeito!

    Aos "macacos de ocasião" o papel higiênico Neve para os casos de terem mais alguma ideia!

    Excelente texto, primo!

    Abbracci.

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  4. Penso exatamente isso! Um marketing sem alma, uma verdadeira banalização do ser humano!

    Não somos macacos, não sou!! Humanize-se, enxergue, tenha senso crítico! Seja HUMANO!

    Obrigada e Parabéns pelo texto!

    Beijos

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  5. SOU A FAVOR DA CAMPANHA, NÃO PELO LOGOTIPO, MAS PELA FORMA DE CHAMAR A ATENÇÃO DE TODOS, E MOSTRAR PARA O MUNDO INTEIRO QUE SOMOS IGUAIS
    NO COMEÇO ACHEI ESTRANHO, MAS OBSERVANDO BEM ESSA CAMPANHA, LEVEI A FORMA 'BRUTA' DE CHAMAR A ATENÇÃO, DIZENDO QUE O PRECONCEITO CONTINUA....COMPARANDO OU NÃO AO MACACO, A INTENÇÃO FOI DAR UM AVISO À SOCIEDADE.
    E QUE NEGRO NUNCA OUVIU A EXPRESSÃO "MACACO"...

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  6. Respeito a opinião de todos e fico extremamente feliz pelo fato de pararem e comentarem o texto, é para isso que serve o blog...obrigado a todos!
    Mas ressalto que não somos macacos, mas racistas... o problema é muito mais profundo, violento e histórico....TODOS concordamos CONTRA o RACISMO, e isso é o início da educação diferente da incutida sem lógica! Abs

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  7. Maravilhoso texto.
    É mais,cômodo evidenciar a banana e o macaco,que fazer uma reflexão de sua própria consciência em relação ao negro.Acho que toda campanha é válida,porém sou contra a hipocrisia de alguns.Racismo velado!!Ví uma campanha bem bacana,onde colocam uma criança negra e uma branca,mesmo as pessoas que se dizem contra o racismo,se chocam consigo mesmo, pois não conseguem enxergar uma criança negra,simplesmente como uma criança,mas sim como uma criança negra.Realmente professor a questão é profunda,e a única solução tá na educação.

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    1. Caríssima Grace...bom contar contigo...abração!

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  8. Querido professor, como sempre admirável!!! Você expressa em palavras os meus sentimentos mais profundos!! E se me permite, faço suas minhas palavras!!!
    e acrescento: A hashtag mais correta para a campanha seria #NinguémÉMacaco. Não vamos derrotar essas formas preconceituosas de tratamento incorporando esses termos.

    Abç,

    Katia Iori

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    1. Caríssima acadêmica Kátia.... interessante frase para uma campanha..."permito que sejam suas as minhas palavras"... rs...abs

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  9. É um ponto de vista interessante. Isso me faz lembrar dos tempos de criança onde esses tipos de tentativa de ofensa é mais comum. O gordinho, o negrinho, o magricela, o feio e até o pobre padre são vítimas desses tipos de provocações.
    Quem chegar por último é a mulher do padre!!! E eu, com meu cérebro de oito anos de idade pensava: “mas o que é que a mulher do padre faz de tão mau? Que mal há em ser a mulher do padre?” bem... depois descobri que a tal mulher nem existe e admito que até hoje não sei de onde surgiu a expressão. Sou negro e sinceramente não vejo ofensa em ser chamado de macaco, simplesmente pela extrema falta de coerência. Se alguém quiser tentar me ofender terá mais chances de êxito se ao menos especificar a espécie do macaco pois já vi macaco amarelo, branco, dourado, preto, grande, pequeno, etc. E mesmo assim se frustrará.
    Gente, se é pela cor, me chame de Preto!!! Se é pela altura, me chame de Um e Sessenta e Cinco, se é pelo peso, me chame de 80.
    E volto a pensar como se tivesse oito anos de idade: será que Romário calçaria um salto de 15 cm arremessado por um torcedor? Não entendo mais nada, vou chegando a conclusão que estou precisando de um oftalmologista, pois vi um jogador de pele parda e olhos claros comendo uma banana, se o problema é racismo, dessa vez não somos nós negros o alvo. Ah, que pena , compramos uma briga que não era nossa. Mas espera um pouco, será que... não, não, vamos esperar a próxima, talvez joguem uma banana para o Pelé.

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  10. Caríssimo Professor Dellova, a cada dia me surpreendo com sua retórica eloquente... Parabenizo por esse dom extraordinário, e pelo bom uso que faz dela.
    Enquanto ao racismo no meu ponto de vista, é , o insucesso civilizatório. Por um lado vejo uma força dominante que usa os meios de comunicações infalíveis para modelar a gosto. Por outro vejo a miopia decorrente a desinformação e por ai vai...se fortalecendo o racismo. É lamentável. Abraços
    Gislaine Dias



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