quinta-feira, 4 de outubro de 2012

DES-HUMANIZAÇÃO PELO ÓPIO


Em cada semblante,

A exteriorização da frustração arraigada,

Incompreendida, e sob o manto da mentira sagrada,

O ódio por si mesmo,

O ódio pelo ódio,

O ódio pelo não entendimento do próprio ódio,

O ódio pelo sorriso, pela existência,

Numa triste aparência,

O ódio,

Que é ópio,

De uma dor que degenera,

E quem dera,

Soubesse ela,

Que entortar a boca, e com inveja,

Entorpece a alma numa cela,

E a felicidade, como rótulo,

Um invólucro,

Da hipocrisia e da estupidez,

Das inverdades e verdades,

Não da lucidez, mas da surdez,

Própria de quem ama o ódio,

Que é ópio,

E distrai,

Do sorriso que atrai,

Não o rótulo, mas a paz,

E disfarça a ferida,

Mantida,

No homem que se desfaz!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Numa sombra!

















Amore, o escritor está entregue assim,

lisonjeado por palavras carinhosas e verdadeiras...

mas não pedirei que explique...

não pedirei que conte os erros e acertos,

e não pedirei que se apaixone mais, ou menos,

mas pedirei que seja você mesma,

no controle da razão necessária, no colorido sincero,

de boca úmida e olhos fitos e adolescentes,

de quem pede e recebe o abraço quente,

não de mente,

mas de fogo, de físico, aparente,

daqueles que envolve quem se deixa envolver nas

ternuras indizíveis e inexplicáveis da humanidade,

na intensidade expandida, e sem fim, na sombra da loucura presente,

que sente,

num ser amável, o repouso e o frágil,

que entregue ao desconhecido, como quem anda para o abismo, mas antes da morte

descobre o vento,

em movimento,

e a queda

e a sensação de liberdade,

e não importa o fim,

pois a carne dilacerada não destrói a alma em ascensão,

livre para onde quiser ir, livre para habitar, inquieta e inconstante.....

e nem que seja por um instante,

não se pensa, quando se quer amar!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quase irracional, em determinado tempo!



Na noite passada pensei em chorar...

Mas não encontrei motivo...

Na verdade eu queria amar,

E sensível encontrei-me cativo!



Alguém foi me procurar...

Não sei bem ao certo onde eu estava

Na verdade eu queria amar,

Mas ali pelo tempo, rapidamente eu passava!



Na verdade eu queria amar!

E sensível encontrei o motivo,

Mas já marcado pelo tempo,

Encontrei-me por ele consumido!